Capítulo Oitenta e Quatro: O Primeiro Contato Íntimo

Embriaguez de Tang Tang Yuan 2362 palavras 2026-02-07 15:23:48

— Ah... — Ning Qing ficou paralisada no lugar, olhando incrédula para Chen Yi, que exibia um sorriso travesso e malicioso; seu rosto corou intensamente, como se tivesse levado um choque. Imediatamente soltou a mão que apoiava em Chen Yi, mas permaneceu de pé, sem fugir dali.

Chen Yi, embriagado, não deu importância e continuou a sorrir: — O quê, não quer me ajudar? Bebi demais, e se eu acabar dormindo dentro do barril e me afogar? Preciso que fique por perto, cuidando de mim, tudo bem? — Hoje, ao falar assim, não sentiu que fosse nada demais; várias emoções misturavam-se em sua mente, tornando natural proferir palavras tão ousadas, e depois ainda fazer cara de coitado, como se fosse natural Ning Qing ajudá-lo a tomar banho.

O rosto de Ning Qing já estava completamente tingido de vermelho. Ela olhou novamente para Chen Yi, ainda sem acreditar, querendo repreendê-lo e recusar, mas ao ver aquele olhar de “pobre coitado”, seu coração amoleceu. Hesitou por um longo tempo, até que finalmente assentiu: — Então... está bem. Eu... vou te ajudar no banho. Eu... fico de olho em você para evitar que... Eu... vou buscar água quente! — E saiu do quarto quase correndo.

Vendo Ning Qing fugir apressada, Chen Yi não conseguiu mais se segurar e caiu na risada. Mas, ao recolher o riso, percebeu o quão absurdo havia sido. Tinha insinuado demais, não? Ning Qing era discípula de Sun Simiao, não sua criada pessoal, provavelmente jamais serviu alguém dessa forma. Forçá-la a esse tipo de coisa era brusco, autoritário, até indecente. E uma jovem sem experiência, cheia de outras emoções, certamente pensaria bobagens, talvez até as piores possíveis. Pensando nisso, Chen Yi começou a se arrepender.

Tomara que Ning Qing não se decepcionasse com ele por causa de sua atitude impulsiva sob efeito do álcool!

É claro que ele não podia negar haver tido intenções ocultas ao dizer aquilo. No fundo, cultivava pensamentos maliciosos! Depois de conviver com algumas belas mulheres e se envolver em algumas situações ambíguas, desejava algo mais direto, mais ousado. Do contrário, não teria dito aquelas coisas à Helan Minyue, nem feito exigências tão ousadas diante da sugestão de banho de Ning Qing. Ele ansiava pelo desenrolar natural de alguma intimidade, pois era isso que mais o encantava!

Hoje, pedir para Ning Qing ajudá-lo no banho soou como brincadeira, aproveitando-se do efeito do álcool. Não esperava que, mesmo sem pressioná-la realmente, ela aceitasse! Nem ousava imaginar o que poderia acontecer caso ela o ajudasse de fato. Dizem que o álcool altera a natureza das pessoas; será que acabaria fazendo algo de que se arrependesse?

Deixou o pensamento para depois, decidindo ver como as coisas se desenrolariam.

Enquanto estava imerso nos próprios devaneios, Ning Qing entrou no quarto trazendo alguns utensílios para o banho, evitando olhar para Chen Yi.

— Zi Ying, deite um pouco. Você bebeu demais, descansar faz bem. Vou buscar o barril e água quente, depois preparo roupas limpas para você! — disse ela, em voz baixa, sem ousar levantar o olhar.

Chen Yi deu um passo à frente e segurou o braço de Ning Qing: — Qing’er, deixe que eu mesmo pego essas coisas. Trabalho pesado não é para vocês, mulheres.

Ao ser segurada, Ning Qing estremeceu levemente, mas não se desvencilhou; ficou de cabeça baixa, o rosto avermelhado.

— Qing’er, fique aqui. Eu cuido disso! — sorriu Chen Yi, preparando-se para sair.

Tomar banho numa hospedaria não era tarefa simples. Embora fornecessem alguns barris, estes ficavam num depósito ao lado, não nos quartos, e era preciso chamar os funcionários para trazer, além de pedir a água quente.

— Não, você está bêbado, pode cair e se machucar. Deixe comigo, sou forte bastante para isso! — respondeu Ning Qing rapidamente, puxando Chen Yi de volta. Finalmente levantou o rosto, lançou-lhe um sorriso estranho e o empurrou de volta para a cama, cobrindo-o com uma pequena manta antes de sair apressada e fechar a porta.

Chen Yi deixou-se cair no leito, recostado, com um sorriso que ninguém entenderia. Não conseguia parar de imaginar as cenas possíveis de Ning Qing o ajudando no banho.

Logo ela voltou, acompanhada de dois funcionários da hospedaria. Um carregava o barril, o outro, dois baldes de água quente. Pareciam acostumados à tarefa, pois logo arrumaram tudo no quarto de Chen Yi, trouxeram mais dois baldes de água fria, e encheram o barril, misturando as águas até a temperatura certa.

Ning Qing, impaciente, dispensou os funcionários assim que o primeiro balde de água quente foi despejado, assumindo o controle da situação. Testou cuidadosamente a temperatura até considerá-la adequada.

Depois fechou a porta, trancou o ferrolho, e se aproximou de Chen Yi, dizendo em voz baixa: — Zi Ying, a água está pronta. Pode tomar banho. Eu... eu ajudo você a se trocar... — Estendeu a mão, hesitante.

Vendo-a assim, Chen Yi sentiu-se ainda mais inclinado à travessura. Segurou a mão de Ning Qing e, com um puxão leve, fez com que ela, desprevenida, caísse em seus braços, resultando num abraço apertado.

Ning Qing pareceu assustada, caindo nos braços dele sem ousar se mover, de olhos fechados, o corpo tremendo. Chen Yi a abraçou naturalmente, acariciando seus cabelos, e chamou suavemente: — Qing’er... — O perfume suave da moça invadiu suas narinas, despertando nele uma onda de emoção contida.

— Hm... — murmurou Ning Qing, entreabrindo os olhos, mas ao encontrar o olhar de Chen Yi tão próximo, fechou-os novamente, apavorada, o corpo rígido, tremendo, com os longos cílios também vibrando.

Ao vê-la assim, Chen Yi, ainda sob o efeito do álcool, tomou coragem e a envolveu totalmente nos braços, deitando-se com ela frente a frente. O corpo de Ning Qing começou a tremer ainda mais, o rosto corando intensamente. Ela não ousava abrir os olhos, as mãos caídas desajeitadamente sobre o peito dele.

— Qing’er... — sussurrou Chen Yi novamente.

— Hm... — respondeu Ning Qing, sem saber se sentia vergonha ou alegria, o pensamento em branco. O corpo relaxou um pouco, perdendo a rigidez. O cheiro forte de homem de Chen Yi, misturado ao álcool, acelerava seu coração e a fazia perder o controle da respiração.

Olhando para aquele rosto delicado tão próximo, sentindo o corpo macio e flexível apertado contra si, ouvindo a respiração pesada e nervosa dela, Chen Yi não se conteve e pousou um beijo suave no rosto de Ning Qing, tão leve quanto o toque de uma libélula.

— Ah... — suspirou Ning Qing, estremecendo fortemente, o rosto queimando de vergonha, o corpo todo amolecendo, entregando-se completamente ao abraço de Chen Yi.