Capítulo Dezessete – Bymon (2)
As palavras do jovem monges Tagor receberam a aprovação de todos os presentes. Ninguém ali gostava de lidar com aqueles mortais mesquinhos e repugnantes, cujos corações eram cheios de artifícios e só sabiam tramar intrigas nas sombras. No reino dos orcs, onde a força era valorizada acima de tudo, as ações dos mortais jamais conquistariam o favor e a bênção do deus da guerra, Mars, a divindade protetora a quem dedicavam culto e reverência.
Ainda assim, não podiam se desvencilhar completamente dos mortais. A desolada Planície de Mogan era, por um lado, rica e fértil, mas, por outro, também árida e difícil. Oferecia aos orcs florestas infindáveis e abundante caça, sendo o berço de seu povo. Sob a planície, jaziam inumeráveis minas e terras férteis. Porém, os orcs ainda dependiam dos mortais, pois lhes faltavam sal e especiarias. Sem sal, seu povo adoecia; sem especiarias, a carne que caçavam não podia ser conservada.