Capítulo Vinte: Nicósia (1)
O vento fresco do final do outono já trazia consigo um toque de frio; dentro de mais meia quinzena, o outono se despediria, dando lugar ao rigoroso e gelado inverno. O vento cortante que soprava das planícies glaciais do extremo norte parecia vir das profundezas do próprio inferno, e, sem uma construção sólida, apenas algumas tendas esfarrapadas seriam completamente insuficientes para lhe oferecer resistência. Por isso, os representantes das Três Cidades estavam tão ansiosos por pôr os refugiados em marcha. Ninguém queria arcar com a responsabilidade por suas mortes causadas pelo frio e pela fome; se conseguissem conduzi-los em segurança até o destino, as consequências dali em diante já não recairiam sobre as Três Cidades. Tanto do ponto de vista moral quanto do dever, poderiam lavar as mãos de qualquer culpa.
Capítulo vinte de "Destino Mágico": Nicósia (1)
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