Capítulo Oito: A Armadilha
Apesar da apresentação especial feita pelo Duque de Zélin, o grupo, já antecipando a situação, percebeu facilmente o frio desdém e a indiferença por trás das atitudes daqueles ao redor. Quase ninguém se dispunha a conversar com eles; mesmo as saudações de cortesia eram poucas e apressadas, deixando os representantes profundamente humilhados e constrangidos. Curiosamente, Kormer parecia lidar com tudo isso com a mais absoluta naturalidade, como se já estivesse acostumado. Felizmente, o título de barão e sua posição de senhor feudal ainda lhe conferiam algum respeito, e, de tempos em tempos, algum nobre manifestava certo interesse por aquela terra de má reputação chamada Cáucaso, trocando algumas palavras com ele. Quanto aos demais representantes, eram ignorados como repolhos podres abandonados no mercado, nem mesmo os olhares lançados em sua direção escondiam o desprezo.