Capítulo Nove: O Presente
— Ilustríssima Princesa Vilor, permita-me, em nome dos cento e setenta mil habitantes do Cáucaso, expressar nossos mais sinceros votos de felicidades pelo seu aniversário. Temos o privilégio de testemunhar a passagem de mais um ano em sua alegre juventude, de contemplar a beleza incomparável daquela que é conhecida como a donzela mais encantadora do reino, cuja graça e esplendor deslumbram até os mais exigentes. Creio que, ao retornar ao Cáucaso, ao retornar a Homero, eu e meus amigos ganharemos ainda mais motivos para nos vangloriarmos diante de nossos entes queridos.
Já fazia alguns anos que não usava palavras tão enganosas para bajular uma jovem inocente; o passado de conquistas frívolas e aventuras inconsequentes parecia desfilar, cena após cena, diante de meus olhos. Seria esse passado tão insensato?
Komer não sabia ao certo; talvez aquilo fosse apenas o ímpeto e a arrogância da juventude, e somente dessa forma se poderia provar que a primavera da vida ardia plenamente em si.
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