121 Energia Vital Suprema

Sobrevivi a Todos os Mundos Pão cozido no vapor e pão recheado 2618 palavras 2026-04-01 07:11:35

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Ele voltou, mas ficou apenas alguns dias antes de partir novamente. E, depois dessa partida, ninguém sabia quanto tempo levaria para retornar.

Yé Chen não ficou parado à entrada, como uma estátua de pedra à espera do marido, para se despedir dos dois. Quando eles partiram, limitou-se a acenar casualmente.

Depois, sentou-se sozinho no pátio e deitou-se na cadeira de balanço, embalando-se sem parar enquanto contemplava o céu. Era um dia claro, com o sol suave: um tempo excelente para viajar.

— Depois de tantos anos, parece que apenas você não mudou.

Olhando diretamente para o sol ofuscante no alto, Yé Chen não demonstrava o menor receio de ferir os olhos.

— Na verdade, isso não está totalmente certo. Não foi apenas você que não mudou. Eu também não mudei.

— Às vezes, realmente gostaria de ir até o seu lado para dar uma olhada. Só não sei quando a árvore tecnológica deste mundo será capaz de chegar a esse nível.

Balançou levemente a cabeça, afastando a tênue melancolia que lhe preenchia a mente.

Ainda precisava continuar estudando sua farmacologia.

Yé Chen agarrou a Pequena Vermelha, que estava deitada sobre o braço da cadeira, colocou-a no alto da cabeça e disse, com indiferença:

— Vamos. Teremos de entrar nas montanhas outra vez.

Yé Huan havia voltado e consumido todas as ervas e criaturas venenosas que ele acumulara durante tanto tempo. Assim, Yé Chen só podia sair novamente para procurá-las.

— Iáááá...

O chamado da Pequena Vermelha era bastante estimulante aos ouvidos e, sem que ele percebesse, dissipou um pouco de sua tristeza.

Levantou-se. Não levou equipamento algum; entrou nas montanhas de mãos vazias. Quando encontrasse criaturas ou plantas venenosas, bastaria pegá-las diretamente.

Porém, no instante em que Yé Chen se pôs de pé, seu corpo começou de repente a estalar, como grãos de milho explodindo. Ao mesmo tempo, sentiu que os braços e as pernas estavam um pouco fora de controle. Parecia que inúmeras formigas haviam saído das frestas dos ossos e penetrado na carne. Seu corpo inteiro começou a coçar, mas coçar a superfície da pele não adiantava absolutamente nada.

Pelo contrário, a coceira ficava ainda pior!

Era um sofrimento quase igual ao do Talismã da Vida e da Morte.

— Será que a Arte da Sabedoria do Dragão e do Elefante rompeu até o décimo primeiro estágio?

Surpreso por um instante, Yé Chen logo compreendeu a causa e se encheu de alegria. Quando começara a cultivar aquela arte, seus fundamentos já eram extremamente sólidos, por isso avançara com rapidez pelos primeiros estágios. Contudo, depois de alcançar o décimo, o progresso desacelerara.

Então, Yé Chen deixou de se importar. Praticava três vezes por dia e depois simplesmente deixava as coisas seguirem seu curso, avançando aos poucos.

Quem poderia imaginar que aquilo que, segundo o manual, exigiria várias centenas de anos de cultivo se completaria sem que ele percebesse? Talvez fosse resultado dos remédios que consumira desenfreadamente durante aqueles anos; talvez tivesse sido guiado por sua atitude indiferente; ou talvez fosse efeito do fortalecimento corporal por meio das ondas sonoras.

De qualquer forma, romper um estágio da arte era sempre algo positivo.

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— Iááá...

Por estar ligada ao coração e ao sangue de Yé Chen, a Pequena Vermelha naturalmente também percebeu as mudanças em seu corpo. Soltou um grito que continha tanto alerta quanto alegria.

Sentia que o sangue de seu mestre havia se tornado subitamente muito mais saboroso e, de repente, ficou com vontade de comer.

Na verdade, aquele chamado era um pedido para ser alimentada.

— Fique aí. Não tenho tempo para cuidar de você agora!

Yé Chen tirou a Pequena Vermelha da cabeça e atirou-a casualmente para o lado. Tratava sua criatura espiritual com uma despreocupação quase absoluta.

— Gorgolejo, gorgolejo...

Se fosse outra criatura espiritual, provavelmente teria se rebelado ao ser tratada daquela maneira. Mas, diante de Yé Chen, a Pequena Vermelha era muito obediente. Além de resmungar algumas vezes, descontente, não emitiu mais som algum nem fez qualquer movimento.

Naquele momento, Yé Chen voltou a se deitar na cadeira e passou a sentir atentamente as mudanças dentro do próprio corpo.

Mais precisamente, tentava suportar a coceira insuportável de incontáveis formigas rastejando por sua carne e seus ossos.

O manual da Arte da Sabedoria do Dragão e do Elefante apresentava explicações relativamente claras sobre os dez primeiros estágios. Quanto aos três últimos, porém, era extremamente vago. Não se podia dizer que não havia caminho, mas era como atravessar um rio tateando as pedras.

Segundo o manual, os dez primeiros estágios eram todos fundamentais. Os três últimos, por sua vez, continham a verdadeira essência da arte.

Décimo primeiro estágio: Força do Dragão!

Décimo segundo estágio: Força do Elefante!

Décimo terceiro estágio: União do Dragão e do Elefante!

Antes, Yé Chen tinha apenas uma compreensão nebulosa da chamada Força do Dragão. Agora, porém, começava a entender o significado do décimo primeiro estágio.

A chamada Força do Dragão era um cultivo do sangue!

O sangue vinha da medula óssea. Naquele momento, as incontáveis formigas que pareciam ter saído das frestas dos ossos eram, na verdade, o novo sangue formado após a transformação da arte. A medula óssea aparentemente sofrera alguma mudança depois do avanço, embora isso não pudesse ser compreendido. O que se manifestava de modo perceptível era a renovação do sangue.

Se antes seu sangue era um grande rio vermelho, correndo sem cessar, agora era um imenso rio de lava!

Lava fluía em seu interior, carregada de uma força explosiva!

— Caramba!

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Sentindo a força que corria dentro de si, Yé Chen moveu o corpo instintivamente. Porém, o poder descomunal que liberou fez a cadeira de balanço sob ele desmoronar de repente.

Ele caiu ao chão e ficou estendido sobre um monte de lascas de madeira.

E aquilo ainda não era tudo!

No instante em que tocou o chão, apoiou a palma da mão para trás por reflexo. Uma luz cor de sangue cobriu-lhe a mão, como se tivesse calçado uma luva metálica vermelha. Ao atingir o chão, sua palma deixou diretamente duas marcas com quase um centímetro e meio de profundidade.

— Isto é... energia marcial?

Virou-se e se levantou. Ao observar as duas marcas no chão, concentrou os pensamentos e reuniu a força. Sua palma tornou a ficar vermelha, envolta por uma luz rubra ligeiramente opaca.

Sentindo aquele poder, Yé Chen ficou atônito por um instante e, logo depois, encheu-se de alegria.

Era a pura força do corpo físico, sem qualquer acréscimo de energia verdadeira. O sangue pulsava com violência e fazia a força atravessar a pele, manifestando-se externamente. Como vinha da energia vital do corpo, aquela força naturalmente também revelava o tênue brilho vermelho do sangue.

Yé Chen respirou fundo e fez a força circular, acelerando o fluxo do sangue por todo o corpo. Num instante, seu rosto e suas orelhas ficaram vermelhos. Um som de água corrente ecoou dentro dele, enquanto uma tonalidade rubra semelhante à de suas palmas começava a cobrir seu corpo inteiro, como se ele estivesse prestes a vestir uma armadura completa.

Infelizmente, o brilho vacilou entre a luz e a sombra, dissipando-se pouco a pouco. No fim, a “armadura” vermelha permaneceu apenas nas palmas das mãos, nos antebraços, nas solas dos pés e nos tornozelos.

— Parece que ainda não alcancei o nível necessário. O cultivo deste décimo primeiro estágio provavelmente consiste em fazer com que a energia marcial cubra o corpo inteiro.

Após refletir por um momento, Yé Chen chegou rapidamente a essa conclusão e começou a praticar seus golpes no pátio.

Queria testar a força da energia marcial e também experimentar a combinação entre ela e a energia verdadeira.

Originalmente, seus golpes eram silenciosos. A energia verdadeira circulava pelos punhos e conseguia conter o assobio do vento produzido pelos movimentos. Agora, porém, ao liberar a força dos golpes, praticamente cada soco de Yé Chen produzia um estrondo que parecia romper o ar.

O Punho Longo do Grande Ancestral transformava-se em suas mãos: às vezes veloz como o vento, às vezes agressivo como o fogo, às vezes tão impetuoso quanto um trovão. A energia marcial cor de sangue não aumentava diretamente o poder da energia verdadeira dentro daquela sequência de golpes, mas, se um punho atingisse uma pessoa, o dano seria duplo!

Ao mesmo tempo, Yé Chen percebeu que, com a liberação da energia marcial e o auxílio da energia verdadeira, os movimentos que antes eram um tanto descontrolados — ou difíceis de dominar com precisão — haviam se tornado muito mais fáceis de controlar.

Por exemplo, o golpe “Agressão como Fogo”. A essência daquele movimento estava no ímpeto das chamas: um grande exército avançando como um incêndio celeste que se espalhava pela planície, cobrindo tudo indiscriminadamente.

Agora, porém, Yé Chen sentia que conseguia controlar os oficiais e comandantes dentro daquele exército, dando-lhes ordens diretamente. Assim, o ataque abrangente e indiscriminado do incêndio celeste podia adquirir também o efeito de disparos precisos contra alvos específicos.

— A força da energia marcial vem do corpo físico. Como uma extensão da força corporal, ela naturalmente amplia bastante o Punho Longo do Grande Ancestral, que dá extrema importância ao poder do próprio corpo. No entanto, parece que a explosão dessa energia marcial prejudica o organismo.

Depois de praticar os golpes por algum tempo, antes mesmo de se sentir completamente satisfeito, Yé Chen descobriu que haviam surgido pequenas fissuras nos vasos sanguíneos, nos órgãos internos e nos músculos.

Eram mínimas, mas continuavam aumentando!

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